Em nossa prática, alguns detalhes fazem muita diferença. Muita mesmo. Pensando no conforto dos paciente – sem deixar de lado a segurança – temos adotado algumas condutas e nisso somos pioneiros. Uma delas é que não colocamos drenos abdominais. Estudos mostram que eles são desnecessários e por vezes podem até causar complicações. Além da dor e desconforto que geram, podem causar escarificações e perfurações de alças intestinais. Outra vantagem é que não colocamos sondas vesicais (urinárias). Isso evita infecções urinárias e que o paciente fique imobilizado (que é causa de complicações) sem falar no incômodo que elas causam. Sondas urinárias costumam ser recomendadas em operações que demoram mais tempo, mas como temos operado em tempos menores, elas se tornam desnecessárias e até mesmo prejudiciais. Também, não enviamos nossos pacientes para UTI no pós-operatório. Isso tem várias vantagens: psicológica (por deixar o paciente com sua família), conforto (porque na UTI o sono é quase impossível porque é um ambiente pouco tranquilo). Outras desvantagens da UTI são que lá há bactérias mais resistentes aos antibióticos e também a mobilização (movimentação) do paciente (importante para evitar trombose, pneumonia e embolia) é mais difícil, às vezes quase impossível já que o paciente lá fica preso a fios, catéteres e/ou eletrodos. Outro detalhe que fazemos diferente é que operamos através de apenas 5 pequenas incisões enquanto que o usual é operar com 6 ou 7. Pode parecer pouca diferença mas além de ser um local de dor a menos, sabemos que a agressão cirúrgica e a inflamação provocadas são proporcionais às incisões de modo que isso faz diferença sim. Outro diferencial em nossa rotina é que a dieta dos primeiros dias não é de 15 dias de líquidos e 15 dias de pastosos como na forma tradicional. Nossas recomendações nesse campo seguem as tendências mundiais de progredir a dieta de forma mais rápida, então nossos pacientes são orientados a seguir apenas 12 dias de dieta líquida e depois mais 12 de pastosa. Para o paciente isso significa mais conforto e maior facilidade de adaptação. Por último, a maioria dos nossos pacientes só fica uma diária no hospital (o mais frequente é até 3 dias). Ficar menos tempo no hospital é vantajoso por diminuir o tempo em contato com bactérias hospitalares e pelo maior conforto psicológico de estar em casa junto com seus familiares. Todas essas condutas são – claro – respaldadas e consideradas seguras pela literatura médica mundial.

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